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Trabalhando com as diferenças Individuais no desenvolvimento de equipes.

agosto 22, 2007

  Num mundo que, a cada dia, e de maneira mais evidente vem se tornando globalizado, as empresas passam a contar com equipes compostas por indivíduos, que, apesar de compartilhar um objetivo comum, são distintos entre si das mais diversas formas. Sejam elas culturais, de valores ou crenças, tipo de inteligência, de caráter ou até mesmo de temperamento. 

Nesse post vou abordar algumas dicas para que as empresas de um modo geral possam lidar com as diferenças individuais no desenvolvimento de equipes. O conceito é um apanhado de minhas referências, e longe de mim, considerar isso como verdade ou um produto final imutável. Mais uma vez, a idéia é compartilhar nesse blog, minhas experiências, para que essas enriqueçam as experiências e os conhecimentos dos próprios leitores.  

Independente do tipo de diferenciação individual de cada membro de um grupo dentro de uma empresa, optei por uma estratégia de duas frentes, a primeira, é direcionar todas para o mesmo norte através de regras claras, processo e procedimentos comuns a todos. Já a segunda frente é tratamos conflitos de maneira individual usando o conceito de liderança situacional de Hersey & Blanchard(1986). 

Para enfrentar o desafio de fazer com que uma equipe seja produtiva, pode-se listar uma porção de métodos, conceitos e ferramentas disponíveis no mercado. Mas o primeiro passo, na minha opinião, quando colocamos essa equipe frente a frente é definir uma linguagem ou forma de comunicação comum a todos. Dessa maneira, os primeiros conflitos, aqueles mais superficiais, criados por um simples “pré-conceito” do outro individuo seja por sua cultura, inteligência, temperamento, ou qualquer outro fator que distingui os indivíduos são derrubados, esquecidos ou superados de alguma forma. Assim, os indivíduos juntos passam a se identificar enquanto grupo. Com o tempo, se ganha agilidade , capacitação do uso da informação, enriquecimento de idéias, alem de um grupo comprometido que unifica esses indivíduos, alem disso todos juntos assumem os risco de maneira equivalente, sem ser mais ou menos arriscado para um individuo do que para outro. A forma de reconhecimento desses indivíduos unidos é de uma célula, um grupo, um “Individuo” grupo (metaforicamente falando). A grande maioria dos projetos pelo mundo, utiliza como língua (de fato) padrão o inglês. Mas por linguagem também menciono acertos, combinados, pequenos contratos, como por exemplo, todos irão almoçar na mesma hora do dia, ou coisas do gênero. Ou seja, cria-se uma serie de regras, processos e procedimentos, comum a todos, para que dessa maneira, não existam frustrações ou expectativas equivocadas. Por exemplo, utilizar uma língua universal, todos seguirem um padrão de vestimenta, uma metodologia de gestão de projetos, objetivos e metas comumente compreendido e frequentemente revisados pelo grupo.Para se sustentar esse grupo, deve-se formular estratégias, formas de ação para que a transmissão e reafirmação de sua missão seja continua. Para isso pode-se optar por workshops, Forças Tarefa (Task forces), dinâmicas de grupo, entre outros.

Uma vez o grupo estabelecido e reconhecido como tal – Grupo – e direcionado com os objetivos determinados, passa-se a existir conflitos a serem gerenciados. Nesse momento deve-se agir caso a caso, fazendo uso da inteligência interpessoal – Esta inteligência pode ser descrita como uma habilidade pare entender e responder adequadamente a humores, temperamentos motivações e desejos de outras pessoas. Ela é melhor apreciada na observação de psicoterapeutas, professores, políticos e vendedores bem sucedidos. Na sua forma mais primitiva, a inteligência interpessoal se manifesta em crianças pequenas como a habilidade para distinguir pessoas, e na sua forma mais avançada, como a habilidade para perceber intenções e desejos de outras pessoas e para reagir apropriadamente a partir dessa percepção. Crianças especialmente dotadas demonstram muito cedo uma habilidade para liderar outras crianças, uma vez que são extremamente sensíveis às necessidades e sentimentos de outros.(leia mais em http://www.homemdemello.com.br/psicologia/intelmult.html )

Gostaria de chamar a atenção a uma das ferramentas que julgo importante na gestão de pessoas, apesar de não ser uma teoria muito nova. O conceito de Liderança situacional (Hersey & Blanchard 1969) baseia-se numa inter-relação entre a quantidade de orientação e direção versus à quantidade de apoio socio-emocional dado pelo gestor, aonde o gestor adota uma postura de liderança para cada tipo de liderado.  

“O líder bem sucedido deve ser um bom diagnosticador e saber valorizar o espírito de observação” (Edgar H. Schein). 

Essas classificações são basicamente formas de trabalho aonde o líder tende a:

- Direcionar

Muita supervisão e pouco apoio.Faz-se necessário quando há a entrada de novos colaboradores na empresa, ou quando um colaborador recebe uma nova atribuição. Eles precisam ser dirigidos até atingir os objetivos traçados, pois necessitam de direcionamento constante para elaborarem suas tarefas até adquirirem segurança. Cabe ao líder dar direção e significado para aquilo que as pessoas fazem, pois cada uma delas possui personalidade, habilidades, atitudes, conhecimentos e sentimentos próprios que precisam ser direcionados para a socialização com a cultura da organização. 

- Treinar

Muita supervisão e muito apoio. Pode ser aplicado quando os colaboradores necessitam de orientação para a aprendizagem das tarefas, mas também de apoio e estímulos crescentes. O líder deve fazer o acompanhamento freqüente dos colaboradores e, quando constatar que precisam de ajuda, seu papel é orientá-los mediante o estímulo e percepção de novas necessidades, promovendo o repasse de seus conhecimentos e incentivando a produção de novas idéias.  

- Apoiar

Muito apoio e pouca supervisão.Aplica-se quando os colaboradores já desempenham suas atividades, mas ainda mostram insegurança, necessitando de apoio constante para dar continuidade às suas tarefas. O líder deve proporcionar o estímulo à aprendizagem, apoiando as pessoas de maneira a aumentar seu grau de segurança com relação a suas habilidades e capacidades, tornando-as autoconfiantes. 

- Delegar

Pouco apoio e pouca supervisão.Este estilo é mais adequado quando os colaboradores já demonstram habilidade e segurança na execução de suas atribuições, tornando-se independentes e possuindo autonomia de decisão, conforme o seu nível hierárquico.   

Melhor Elaborando o tema, o líder com tantos indivíduos de características diferentes dentro de uma equipe, não pode esperar agir da mesma forma o tempo todo para com todos os liderados.  Deve aceitar as divergências culturais existentes, mesmo após a definição de uma linguagem comum daquele ambiente, e tratar cada um individualmente. 

Concluindo, aparentemente são elevados os custos da miopia sobre as diferenças existentes entre os indivíduos de um grupo, e a inabilidade de se ajustar a elas, que podem gerar prejuízos para a empresa em forma de projetos atrasados ou abandonados, desentendimento na comunicação, empregados frustrados, e perda da reputação no mercado.

Por isso o mais importante é criar uma linguagem e metodologia comum aonde todas as divergências individuais, sejam consideradas, mas sem deixar de relevar o fator humano. Gerenciando cada individuo e suas diferenças de maneira impar, profissional e produtiva. 

Por “Ultra”Marcos (em 14/08/2007) 

Referências: 

Ø       Hofstede, G. Cultures and Organizations: Software of the Mind. 2 ed. New York: Mc Graw Hill, 1997 

Ø       Gardner. H.;Hatcb, T. Multiple intelligences go to school: educational implications of the theory of Multiple Intelligences. Educational Researcher, v.18, n.8. p.4-10, 1989. 

Ø       HERSEY, P.; BLANCHARD, K.H. ,Psicologia para administradores: a teoria e as técnicas da liderança situacional: Trad. Edwino A.Royer. São Paulo: Editora Pedagógica e Universitária, 1986. 

Ø       Apostila – Gestão de Pessoas – FGV On-line

Ø       http://www.duomodesenvolvimento.com.br/index.php?codwebsite=&codpagina=00006083 

Ø       http://www.pr.gov.br/batebyte/edicoes/2003/bb133/estagiario.shtml

Ø       http://www.culturalsavvy.com/culture.htm  

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